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Sexta-feira, Setembro 23, 2005

Cantar em inglês está fora de moda, principalmente para as bandas portuguesas

Quando pego numa guitarra ou num piano e deixo uma canção vir ter comigo, para nascer ou renascer comigo, se ela cantar em inglês ou numa qualquer outra língua que não seja o português, tenho que mandá-la à mãe.

Tenho de o fazer porque a língua portuguesa musicada está em perigo, as novas bandas portuguesas andam quase todas a cantar em estrangeiro e soam todas a coisas que já existem.

Tenho de o fazer porque nasci em Portugal, é a minha obrigação enriquecer a cultura da língua materna, a mesma que as pessoas perto de mim falam e sentem, é nela que melhor me saberei expressar.

Tenho de o fazer porque as pessoas do meio já decretaram: o português é obrigatório nesta segunda metade da 1ª década pós fim do mundo.

Tenho de o fazer porque só se canta em inglês para que as palavras soem melhor, é mais fácil, qualquer lugar comum soa uma maravilha.

Tenho de o fazer porque os artistas portugueses que mais visibilidade tiveram além fronteiras cantavam e cantam em português.

Tenho de o fazer porque muitos artistas portugueses de cujo trabalho respeito e admiro já vieram mostrar a sua preocupação pelo perigo de morte que corre o uso da nossa língua na nossa música.

Assim, mesmo que não queira, mesmo que me pareça anti-natura tamanho aborto artístico, quando uma canção nascer eu vou arrancar-lhe a parte da alma que não fala português e vou deitá-la fora, porque não sabe bem aos meus pares que fazem as coisas de uma forma diferente da minha, ouvir tamanha afronta. Vou deixar de ser ... espontâneo.

(H)À liberdade na música.(?)

29 Comments:

At 5:39 PM, Anonymous Ogrónio Jante said...

Ai Rui! Ai toutali agri uide iu. Its veri obviouz det inspireixon and sponteiniiti quen onli cam in ingliche.
Por favor! Neste mundo globalizado em que todos nos arriscamos a perder a identidade, a língua é das poucas coisas que ainda nos une. Estou farto de inglesices. Na música, nas marcas das coisas, nos nomes das lojas. É horrível! A França, por exemplo, que se pode orgulhar de ter uma das mais férteis cenas musicais de todo o mundo, tem uma escassa minoria de artistas a cantar em inglês. Serão menos expontâneos por isso? Só nós, provincianos portugueses, achamos que em inglês é mais moderno, mais requintado, soa melhor... Por favor admitam: a maior parte das letras em inglês é fraca, mal escrita e cheia de traduções impossíveis. A maior parte das pessoas escreve em inglês porque não sabe escrever em português. Ou porque tem medo de se expõr em português. Salvo raras e honrosas excepções, é uma desculpa para a falta de conteúdo, para a falta de talento, para a falta de originalidade. Mas pronto, isto já vem pelo menos desde o tempo do Eça. Olha se os nossos escritores - talvez o único domínio das artes em que os portugueses realmente se conseguem afirmar com talento -decidem começar a escrever em inglês?

Stile, ai uiche gud laque for mai tai!

 
At 5:40 PM, Anonymous Ogrónio Jante said...

Esta mensagem foi removida por um administrador do blogue.

 
At 6:03 PM, Anonymous ? said...

Pelo direito à expressão e à indignação
Como o meu bom povo auditivo sabe, eu vivo de e para a música. Toda ela. E se, muitas vezes, aqui defendo a música portuguesa, é porque gosto de muitas coisas que se fazem em Portugal e em português. Contudo, parece-me imprescindível não confundir o gostar - e até mesmo o "preservar" - da música portuguesa em português com a legitimação da exclusão automática de tudo o que seja português e cantado em línguas estrangeiras - com predominância para o inglês. Não nos esqueçamos dos Blasted Mechanism, dos Moonspell e dos Blind Zero, por exemplo - e cito estes porque são os que, nos últimos tempos, mais sucesso tiveram cantando em inglês sem deixarem de ser portugueses. Música é música e este tipo de cisões não é saudável para a música portuguesa, que já de si se encerra num perímetro mirrado e sem grandes horizontes.

 
At 6:07 PM, Blogger Rui Gaio said...

O comentário anterior foi copiado de http://queridaguitarra.blogspot.com

 
At 8:57 PM, Blogger David Santos said...

a musica é universal e por vezes nem cantada é...
a questão da linda do meu ponto de vista n está em primeiro plano.
Em primeiro lugar, do meu ponto de vista, está o som, a sonoridade, o que entra pelos ouvidos, a melodia.
Quer a parte instrumental, quer,nos caso em que exista, a parte vocal.
E depois quem queira que se interroga sobre o que o vocalista expressa. Em que lingua?
Português? Francês? Alemão? Italiano? Inglês?
São lugares comuns?Não dizem nada? Já foi dito milhentas vezes?

Ainda bem que existe gente a escrever em portugues e que eu gosto.

Mas o que importa, e perdoem-me por ser tão realista e crú é tudo em conjunto soar bem.

Por isso sergio godinho soa bem, o rui reininho, o tim, o jorge palma...

Mas tb soa Blasted, Blind Zero.

Então e pk não cantar em brasileiro (portugues do brasil como se diz)
Gabriel o pensador, gilberto gil, etc etc...

Isto da lingua é uma falsa questão
um abraço

 
At 9:17 PM, Anonymous rm said...

já cheira mal não? porque se continua a falar disto? não chega já? é por cantares em inglês ou françês ou qualquer outra lingua que a musica que fazes deixa de ser portuguesa? por favor! a bjork é islandesa e canta em inglês? vejam lá se na islândia andam por lá às voltas preocupados com isso! música é arte em qualquer lingua!... é triste é ver isto vindo de voçês uma banda que tem um primeiro disco em inglês... e se querem ser coerentes então mudem também de nome... pq têm o nome em inglês?
adiante!...

 
At 1:47 AM, Anonymous yuri sanson said...

me sinto mais honesto cantando minha ligua patria
quanto aos outros... tem muito desonesto por ae, mas não julgo
abração, te mandei um e-mail, responda-me

 
At 10:40 PM, Anonymous Anónimo said...

Desculpem lá, mas quem insiste neste nacionalismo só pode ser classificado de deficiente mental. Parece que agora só há Ruis Velosos, cheios de falsas moralidades, supostamente defendendo a língua mãe, mas na verdade, com medo de que o pequeno mercado não chegue para todos. Criar música e escrever letras são exercícios livres. Se condicionados dessa forma a priori, perdem a sua honestidade, e autenticidade e cai-se na corrente da moda, em música plástica seguindo uma fórmula, faz-se música de acordo com a moda. E como agora está na moda só fazer música em português, esta gente não passa de mais um grupo de condicionados cerebrais.
Liberdade de expressão é um dos primeiros direitos de todos, por isso, puta que pariu todos os tapados que continuam a tentar impedir os músicos portugueses de se expressarem como quiserem. Seja em português, seja em qualquer outra língua. O importante é ser honesto e fazer o melhor trabalho possível.

Na minha opinião, isto é ciclíco, daqui a uns tempos se calhar estão aqui os my tie a defender a liberdade de expressão, e a dizer que sempre se chamaram "my tie", e não "meu laço". Falsas moralidades.

 
At 3:39 PM, Anonymous Anónimo said...

Ò Camarada... os teus "amigos" portugueses .. que cantam em Português lá fora fazem World Music!
Agora, ou cantas fados ou música tradicional ou eles vão ligar tanto ao teu rock em Português como eu ligo aos punks japoneses.
Deixa-te de tretas e preocupa-te em fazer algo que gostes e que soe bem!

 
At 4:18 PM, Anonymous Miguel Ferreira said...

Dizes tu, Rui, que vais "deixar de ser... expontâneo". Ora bem, tendo em conta que a música é algo que envolve principalmente emoção, que é expontânea e irreflectida, vais ter de deixar de fazer música. A não ser que te dediques à música cerebral: um intervalo de 5a mais um de 4a com uma letra (em português) a falar dos problemas do coração, e aí tens um hit digno de chegar ao Now 13.
Dizes tu que a língua portuguesa musicada está em perigo. E eu pergunto-te: porque raio? Continuam a haver muitas coisas feitas na língua que corre, segundo a tua ideia, perigo de morte na música. Ao dizeres isso estás a admitir que a música em português não consegue fazer frente à música em "estrangeiro", o que é completamente descabido. Ou achas que os Pluto, os Da Weasel, entre tantos outros, são mais fraquinhos? O mais engraçado é que dizes depois que "os artistas portugueses que mais visibilidade tiveram além fronteiras cantavam e cantam em português", o que, obviamente se resume principalmente a 150000 projectos de fado e aos Madredeus. Esqueces-te que a música é arte, e a arte é a representação de emoções, e que elas podem ser transmitidas em Português, em Inglês, em Francês, ou noutra coisa qualquer. A Diamanda Galás fazia albuns só de gritos...
Ao dizeres que "é a minha obrigação enriquecer a
cultura da língua materna", estás a mandar abaixo pessoas tão importantes como a Björk (Islândia), os Deus (Bélgica, salvo erro...), tudo quanto é metal escandinavo, e tantos outros que são referências na música e não cantam na língua materna. E ainda os Blasted Mechanism, os Wray Gunn, os Stowaways, os Alla Pollacca, Old Jerusalem, os Gift, os Belle Chase Hotel etc, que, garanto-te, enfiam num chinelo muitos dos teus "heróis", como os Yellow W Van, o Pedro "faço-anúncios-de-bancos-da-opus-dei-mas-sou-de-esquerda" Abrunhosa, os D'ZRT etc. Até mesmo o Rui Veloso. Claro que também há bandas de vomitar-por-menos a cantar em inglês, aliás, não faltam por aí (os EZ special, e afins). Mas reduzires a falta de qualidade na música a línguas, e dizeres que há "obrigações" é completamente ridiculo. Não foi à Björk que a Islândia queria dar uma ilha por serviços prestados ao país?

 
At 12:08 AM, Anonymous matéria negra said...

my tie...
não me soa lá muito português!!!!
Nem o tipo de som que fazem!
Aliás, o nome é o típico exemplo das modas em Portugal.
Há alguns bons comentários por aqui que demonstram uma visão mais inteligente da questão; outros (incluindo o tópico), nem por isso.

Quanto a cantar em Inglês estar fora de moda: Ainda bem!! detesto seguir modas e fórmulas e ter de restringir as minhas ideias a um único código línguistico.

Tás fora de mão. Preocupa-te em fazer bons temas e boa música. A arte deve valer por si mesma, não deve ser um meio de identidade nacional ou o que seja. É ARTE e ponto final.

 
At 12:52 AM, Blogger Cláudio said...

Esta mensagem foi removida por um administrador do blogue.

 
At 1:01 AM, Blogger Cláudio said...

Eu, como parte interessada (guitarrista dos my tie), acho que não podia deixar de dar a minha opinião sobre este assunto tão controverso.

Penso que se trata de uma falsa questão!!!

Como é óbvio, e uma vez que faço parte de uma banda que até se deu ao luxo mudar uma letra do Carlos Paião para inglês, não posso ser apologista da falsa moralidade "português tem de cantar na língua materna".

O Gaio (Rui) diz isso mesmo no seu post (apesar de haver quem não tenha entendido pelo que me parece lendo posts anteriores).

Exemplos como o da Björk, dEUS, HIM e até dos ABBA devem chegar.

Concordo plenamente com o David Santos, o conjunto (instrumental, melodia...) é o mais importante. Afinal todos conhecemos a famosa "Lola" dos Kinks, certo? Quem já se deu ao trabalho de perceber que a Lola afinal é um gajo?!

Apesar de tudo, acho que exemplos como os Pluto (grande banda), Clã, Boite Zuleika, Xutos entre muitos outros têm um grande mérito. Não especialmente porque cantam em português, mas porque, na maioria dos casos, escrevem grandes (leia-se muito boas) letras.

Não nos acusem é de cantar em inglês para ser mais cool, por preguiça, ou algo do género... isso é que não! Sem nos conhecerem é no mínimo injusto fazerem-no.

Bandas portuguesas, são bandas de músicos nacionais. PONTO FINAL

Fiquem bem.

PS1 Nacionais significa de todo o país, não só de Lisboa, Porto ou Coimbra (eu sei que já exemplos de sucesso de outras cidades, mas mesmo assim...)

PS2 já que muitos de vocês se vão dar ao trabalho de ir ouvir a "Lola", vejam lá se também ouvem um pouquinho de My Tie :)

 
At 1:27 AM, Blogger Rui Gaio said...

A todos muito obrigado pelo feedback.
O texto que vos enviei não é um artigo de opinião. Quando escrever um artigo de opinião sobre este assunto terei a preocupação de a fundamentar com exemplos concretos de forma a que a mensagem seja o mais objectiva possível.
O texto é um exercício artístico no qual incluo uma caricatura de alguns argumentos que tenho ouvido por parte de intervenientes do meio musical que me têm chocado pessoalmente por contrariarem aquela que é a minha visão da forma como se gera arte. Foi um desabafo pessoal e não uma comunicação da banda de que faço parte.

Compreendo que este assunto para alguns "já cheira mal", assim, contrariando a velha máxima de que "quanto mais se lhe mexe...", decidi responder dessa forma a esses argumentos que tanto me entristecem.

De uma forma muito resumida a minha opinião não é diferente das contidas nas várias respostas que recebi que defendem que a música como produto de um ser que é influenciado por línguas, roupagens, culturas, filosofias, etc, é um sublime exercício de liberdade que não deve ser condicionado pelo ambiente do seu produtor. Assim, a língua, o que se diz, como se diz, é importante, mas nunca mais importante que o acto. Se nesse acto eu canto em inglês, não por decisão, mas por instinto, como pode ser o meu produto discriminado por ter nascido nessa forma, se é essa a forma que traduz o que sinto?

 
At 7:31 PM, Anonymous Diego Armés said...

Eu também sou músico (guitarrista e vocalista de Feromona). Neste momento, canto maioritariamente em português. No entanto, ainda temos músicas em inglês - aos poucos vão perdendo o seu espaço. Aquilo que reconheci no meu trabalho foi a diferença de qualidade das minhas letras em português para as outras escritas em inglês - as primeiras são incomparavelmente melhores e permitem-me uma expressão muito mais elaborada, com, por exemplo, um domínio mais requintado da ironia. No entanto, a escrita em inglês não se me afigura como obstáculo à audição do que quer que seja. Além do mais, eSpontâneo ou não (é com S, não com X...), o que importa é que as coisas sejam genuinas, sem segundas intenções, e bem feitas. Gosto muito de Blasted Mechanism - mesmo das músicas cantadas em Krakoviano -, assim como adoro o Jorge Palma ou os GNR (que por acaso também internacionalizavam a língua, sempre que lhes desse na veneta, como em Hard Core 1º Escalão, por exemplo). Esta discussão não "cheira mal", antes pelo contrário, é pertinente e sempre actual - vejam como Paulo Gonzo e Jorge Palma foram, durante algum tempo, ostracizados por cantarem em inglês. No entanto, o que mais me entristece no meio de tudo isto é haver tanta gente a não ter percebido a ironia e o protesto do Rui, acusando-o até de vira-casacas. O melhor é continuares a cantar em inglês, Rui. Já se viu que português eles não percebem...

 
At 2:15 PM, Anonymous Bruno Baptista - Nutty Pea said...

Olá Rui

Tenho alguns projetos de música nos quais sou vocalista e letrista e canto habitualmente em inglês e gostei muito do teu texto poque tb em mim esse teu sentimento é desperto constantemente mas no fim foste um bocado cinico, a minha pergunta é:

Achas que vale a pena deixar de ser espontaneo e fazer esse esforço de cantar em português?

1abbraço

 
At 2:20 PM, Blogger Rui Gaio said...

Caro Bruno

A ironia do final do texto ilustra o paradoxo dos argumentos de alguns artistas
portugueses que nunca se deveriam ter manifestado contra outros artistas só
porque escrevem em inglês ou noutra língua.
Devemos fazer um esforço por preservar a nossa espontaneidade, é lá que reside a
pureza do acto criativo.

 
At 9:23 PM, Anonymous rancor said...

que giro... tanto gajo a defender a lingua materna que não sabe que se escreve 'espontâneo', e não 'eXpontâneo'... enfim, presunção e água benta cada um toma a que quer não é?

 
At 10:07 PM, Blogger Rui Gaio said...

Agradeço imenso a ESPONTANEIDADE dos vossos reparos à correcção ortográfica do meu post que já tive oportunidade de corrigir. Espero no entanto que tenha sido o conteúdo a merecer a maior fatia da vossa atenção e a não uma mera caça a erros ortográficos. Este texto, assim como as canções de My Tie são de livre interpretação, assim, todos os comentários são para mim valiosos independentemente da posição do seu autor nesta matéria tão sensível.
Aproveito para retribuir aos meus correctores:
Diego Armés: Genuínas leva acento.
rancor: Língua leva acento.

Mais um vez muito obrigado e continuemos todos a ouvir muita música que é o que mais interessa, de todas as nacionalidades e de todas as línguas, usadas ou não.

 
At 8:46 PM, Blogger Bolacha de Aveia said...

Ao que parece já vou um pouco desactualizada ao "postar" neste "post", visto que hoje já é um de Novembro, e este aconteceu em fins de Setembro. Mas deixem-me pensar que isso não interessa. Mais. Deixem-me pensar que alguém vai ler. Até porque gosto que as pessoas leiam o que escrevo. Não é por acaso que sou jornalista. Mas pronto, àparte de toda esta parafernália de apresentação, só queria deixar um grande "bem haja", lol. Estava a brincar. Queria apenas dizer que já tinha ouvido falar de my tie, por aí, na rua (nem sei se foi no Blitz ou não). O que eu ainda desconhecia era o que é que os my tie realmente tocavam. Gostei quando por destino, talvez, (ou não) fui cair no site da banda.
1. Fiquei "maravilhada" com o site (apenas o áparte de não se poder voltar para trás e da música 4 - se bem me recordo - tocar a música 1)
2. Gostei do produto final. Algo, talvez, com influências de Muse?
3. (Este ponto era só para dar os Parabéns).

Acho um som bastante agradável. Ideal para se ouvir no final de um domingo, sentada em frente da lareira, com a minha gata no colo. TV desligada. Momento propício para cantarolar algumas letras. Romantismo. É como eu o descrevo. Uma Paixão Acústica Avant Guarde (se é assim que se escreve). Até porque está muito difícil escrever letras com um toque de paixão, que não cheguem ao horrível. É verdade. Muito bem conseguido.
Ao que parece também, as letras são de Rui Gaio. É muito bom conhecer este seu lado. É sempre bom saber que os nossos formadores além do mais são artistas, e amantes do palavrão: Arte.

Quanto a comentar realmente este post. Só tenho a dizer que apesar de tudo o meu querido português fica sempre no coração. O meu Sérgio Godinho quase revolucionou o País e cantava em português. Se decidirem enveredar por aí, têm o meu apoio. Até compro o álbum.

 
At 10:18 PM, Anonymous Anónimo said...

Deixem-se estar no ingles, que estao muito bem, é o que eu acho!

Mas pronto, sao opçoes! Podiam era editar uma musica em portugues e por no vosso site para ver o que é que o pessoal acha!

André

 
At 7:53 PM, Anonymous Miguel Dias said...

Essa é uma discussão que, quer queiramos quer não, há-de manter-se intacta durante muitos anos!

Se, por um lado, estamos a caminhar para aquela coisa da aldeia global, em que todos falaremos inglês, por outro lado há que ter uma ponta de orgulho tuga e dizer bem alto "Ah, caramba!! Sou Português!!!".

Sinceramente, é para mim indiferente ouvir em inglês ou em português... Acho que essa problemática é levantada por aqueles que já cá andam à muito tempo e que, na sua juventude, só ouviam cantar em português...

No entanto, apesar de ser indiferente a língua em que se canta, dou um pouco mais de importância àqueles que em português cantam, precisamente porque essa é a minha língua materna e, portanto, sei ler melhor as palavras do que em inglês!
Cantar em português pode soar um pouco a poesia, dada a complexidade da nossa língua... Daí que talvez Mariza e Madredeus tenham chegado tão longe, mesmo pertencento a outro quadrante musical.
Em inglês, quase que nos esquecemos de analisar uma letra! Ouvimos umas palavras e tal... Mas o que nos interessa mesmo é ouvir umas guitarradas!

Em suma: cantar em português dá um toque da magia à arte musical... Cantar em inglês talvez seja só fazer música!
Oiço as duas com gosto, é verdade!
Mas, se um dia fosse possível, ouvir em português dar-me-ia outro prazer!

Continuem em força, My Tie!

 
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At 5:40 PM, Anonymous Carlos Nobre de Sousa said...

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Espero voltar a ver-vos brevemente ;)

 
At 5:40 PM, Anonymous Carlos Nobre de Sousa said...

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At 7:31 PM, Anonymous Joana said...

kero la saber se cantar em ingles ta fora ou se dizem isto ou akilo!!! ninguem muda a minha opiniao: eu amei mytie kando ouvi. e kando tive a opurtunidade de estar com esse pessoal fantastico eu xegeui ao ceu, sao 5 estrelas!! adorei!!!

 
At 10:00 PM, Anonymous Anónimo said...

Amigos, muito legais os vossos comentários. Eu sou brasileiro e aqui no brasil estamos enfrentando o mesmo problema.
Acho que muitos artistas não cantam em português pelo facto de que é mais difícil vender na nossa língua mãe, além de nossa língua estar sendo mesmo desvalorizada.
Se O Brasil e Portugal se unirem, eu acho que teríamos mais diversidade e riqueza da música em geral. Nós temos de nos unir e resgatar a nossa auto-estima, interagir e respeitar mais uns aos outros(brasileiros e portugueses)
assim como fazem os países que falam inglês.Já repararam que quando uma banda faz sucesso no Canadá, por exemplo logo ela também faz sucesso na inglaterra, Austrália, etc.?
Bom essa é minha opinião...
Parabéns por deixarem aberto o espaço para poder comentar!!!
Podem me contatar por e-mail se quiserem trocar idéias firefox_pioneer@yahoo.com.br

 

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